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  REPORTAGENS

Um livro atual sobre uma antiga arte
A redação de memorandos, ofícios e outras formas de correspondências oficiais em linguagem contemporânea


O livro de Rey Vinas, Atos administrativos, lançado pela Projecto Editorial, atualiza conceitos e apresenta como deve ser a nova roupagem da redação oficial. Oferece assim um enfoque bastante atual e dinâmico da redação de atas, despachos, memorandos, projetos básicos e até e-mails, entre outros textos de natureza pública. Considera, para a nova concepção desses atos, os avanços tecnológicos e a contribuição da teoria do texto na formulação de documentos mais simples e mais ágeis, visando ao bom andamento e à eficiência das organizações.

Um livro necessário a qualquer pessoa que tenha como missão redigir textos na administração pública. Apresenta em linguagem objetiva, mas contundente, os princípios que hoje vigoram na redação de atos oficiais. Explica o por- quê de certas formas de saudação e tratamento terem sido sepultadas; fala da necessidade da padronização dos documentos públicos como condição fundamental para a agilidade das instituições e prega uma escrita límpida, esvaziada de adornos, eficiente e veloz, qualidades necessárias não apenas ao texto oficial, mas a todo tipo de texto. Acaba por se tornar um excelente manual de escrita.

Um dos pontos altos da publicação é a análise rigorosa que faz o autor de um excelente discurso do publicitário Nizan Guanaes sobre dinheiro, trabalho e realização profissional, apresentando-o como exemplo de unidade dissertativa.

Há ainda um vasto capítulo tratando das armadilhas na redação de e-mails. Talvez seja este um dos poucos trabalhos publicados no Brasil a cuidar especificamente da redação que circula na internet com status de documento oficial.

Curiosamente, ainda hoje há um sem-número de repartições públicas onde os funcionários não conseguem redigir com correção de forma e de fundo um simples memorando.

Sem esquecer que a linguagem escrita é um importantíssimo instrumento da moderna comunicação, e que, em se tratando das organizações, deve servir à economia e à eficiência do trabalho cotidino, Rey Vinas afirma que a boa escrita decorre de “escrever sempre”, e que precisa ser exercitada.

Rey Vinas atua no serviço público há mais de 15 anos, sempre redigindo e orientando a produção de textos de diversa natureza. Neste seu livro, o que há é a síntese dessa experiência valiosa.

Diz o autor: “O grande problema dos textos de natureza pública é a clareza. Na tentativa de ostentar erudição criam-se textos rebarbativos, empolados e obscuros que em nada contribuem para o andamento dos serviços. É preciso ser simples nessa escrita, porque sobretudo o tempo de produção e de decodificação das mensagens dos atos deve ser abreviado, para que as coisas possam fluir, para que o interesse público seja efetivado da melhor forma possível”.


Brasília, Distrito Federal, Brasil. Editor: Ray Cunha. Telefone 9618-3160
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