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O apoio do Governo do Distrito Federal
à Feira do Livro de Brasília de 2001 não
foi de apenas R$ 30 mil, como publicamos na edição
de maio de Brasília Literária. A Secretaria de Cultura
entrou com R$ 60 mil.
Dorme nas gavetas da Câmara Legislativa um projeto
que obriga a Secretaria de Educação do DF a comprar
livros de escritores brasilienses para uso em sala de aula e nas
bibliotecas. Dorme porque a indústria livreira de São
Paulo e Rio de Janeiro entra em Brasília como um rolo compressor.
Há duas outras razões para o mencionado projeto
estar engavetado. Uma, de ordem prática: escritor não
elege deputado distrital. A outra razão é que Brasília
não tem sequer uma editora para contar a história.
Tem gráficas com nome de editora, muitas vezes imprimindo
livros sem o menor conteúdo, sem revisão e, praticamente,
todos sem edição.
A revista DF Letras, da Câmara Legislativa, circulará
em edição especial na Feira do Livro de Brasília,
de 23 de agosto a primeiro de setembro, no shopping Pátio
Brasil. Trata-se de uma edição só de poesias.
De Cassiano Nunes, a revista publica o belo poema Casa das palmeiras,
que você lerá na própria.
A Estante do Escritor, do Sindicato dos Escritores do DF,
é uma estante, em algumas livrarias da cidade, onde o leitor
só encontrará obras de escritores que moram no Distrito
Federal. Essas estantes podem ser encontradas no Café Com
Letras, na 203 Sul; no café.com.tato, na 505 Sul; no Quisque
Cultural do Ivan; no Café Com Livros; e na Livraria da
Rodoviária.
O problema é que alguns livreiros fazem de conta
que estão interessados em expor as obras dos escritores
locais, mas quando eles viram as costas escondem os livros nos
cantos mais remotos da loja.
Brasília Literária circulará com 30
mil exemplares na Feira do Livro de Brasília.
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