A deputada federal Maria de Lourdes Abadia (PSDB), candidata
a vice-governadora na chapa de Joaquim Roriz (PMDB), é
a única novidade no virtual quarto governo de Roriz.
Com a máquina à sua inteira disposição
e uma campanha milionária, Roriz só não
será reeleito, em primeiro turno, se tropeçar
em um improvável pedregulho. O atual vice-governador,
Benedito Domingos (PPB), também candidato a governador,
passou esse tempo todo como um carrapato, ali, fincado no poder
público, disfarçado de político. Quem conhece
Abadia sabe que ela não agirá como Benedito. Agirá
como co-governadora.
O plano de governo de Roriz reeleito é dar continuidade
a grandes obras de engenharia civil, para o que dinheiro não
é problema, pois os bancos estrangeiros bancarão
os custos e o sucessor de Roriz que pague os juros. Roriz dará
também mais 140 mil lotes e continuará dando cestas
básicas, pão e leite. Pensa ainda construir em
cada cidade-satélite um restaurante a R$ 1 o prato.
A única diferença, agora, é Abadia. A presença
efetiva da dinâmica deputada no próximo governo
do DF representa a esperança de que pelo menos alguma
coisa será feita na área editorial de Brasília.
Para a classe dos escritores - sempre desprezados por Roriz
-, Abadia poderá configurar-se na verdadeira governadora
do DF.
Abadia, os escritores do DF precisam de uma política
para o livro e os autores candangos. Uma política que
acabe com o compadrio na Secretaria de Cultura e que estimule
as instituições que produzem ou pensam o saber
- fator vital para a arrancada do DF, e do Brasil.
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